Senado limita publicidade de candidatos na internet
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 01 de setembro de 2009 às 22h33
Atualizada em 02 de setembro de 2009 às 20h09
- Nova proposta de reforma eleitoral, que deve ser votada nesta quarta-feira (2/9), permite propaganda paga apenas de candidatos a presidente.
Os dois relatores da reforma eleitoral, os senadores Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE), selaram um acordo para votar o texto principal da projeto quarta-feira (2/9). Pela proposta, a publicidade na internet durante as campanhas eleitorais no País será restrita aos candidatos à Presidência da República, conforme matéria da Agência Brasil.
A expectativa é que o novo texto seja votado pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, na parte da tarde, em plenário. Apesar do acordo prever apenas a votação do texto principal, não está descartada a possibilidade de votar também os destaques.
Até o acordo desta terça-feira, o projeto da reforma eleitoral, do deputado Flávio Dino (PC do B-MA), permitia que a publicidade na web fosse adotada por qualquer candidato e restringia a propaganda apenas aos sites do próprio, do partido ou da coligação. A medida impedia a propaganda em portais e sites de buscas por meio de links patrocinados, por exemplo.
Depois da reunião dos relatores desta segunda-feira (1/9), o texto foi reformulado e limitou a publicidade na rede apenas aos candidatos a presidente. As peças publicitárias devem ter no máximo um oitavo da página na internet. Além disso, será permitido um máximo de 12 anúncios durante a campanha, para que todos os candidatos tenham acesso ao mesmo espaço publicitário digital, segundo o jornal Folha de São Paulo.