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26 de março de 2009

O debate sobre a gratuidade na internet vai esquentar.


Chris Anderson, editor-chefe da revista americana Wired e autor do best-seller A Cauda Longa, está prestes a lançar o seu novo livro “Free” (Grátis, em português).

Em matéria publicada na revista Wired, em março de 2008, Anderson apresentou o esboço de sua teoria, na qual defende a economia da abundância ou a “freeconomy”.

Para o jornalista, há três modelos de negócios gratuitos:

1) o Gillette, no qual você dá o aparelho para vender a lâmina de barbear. É o que ele chama de subsídio cruzado. Pense nas operadoras de celulares, que dão um celular gratuito em troca de um plano de serviços e da fidelidade por um período de tempo.

2) o modelo do custo próximo de zero. Pense na capacidade de processamento, banda de internet e armazenamento, que cada vez custam menos. Você dá acesso ilimitado de capacidade de armazenamento de e-mail, mas conta com um terceiro, provavelmente um anunciante, que vai pagar a conta.

3) o modelo colaborativo, que está na base da Wikipedia, da blogosfera e da Craiglist. É uma motivação não monetária, mas sim de reputação, atenção e expressão que move essas pessoas a colaborar gratuitamente, acredita Anderson.