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30 de outubro de 2008

Marketing direto ajudará a reavivar a economia dos EUA

Previsão é da DMA, para quem as vendas geradas pela atividade representam 10% do PIB norte-americano

Alexandre Zaghi Lemos (Meio&Mensagem)
29/10/2008 - 14:15

Durante a DMA 2008, conferência e exibição anual da Direct Marketing Association, realizada entre os dias 11 e 16, em Las Vegas, nos Estados Unidos, foi lançado o relatório The Power of Direct Marketing. A publicação atualiza os números sobre a atividade no mercado norte-americano, onde responde por 53% de todo o investimento em comunicação comercial.

"Apesar das atuais incertezas econômicas, e mesmo do declínio nos últimos meses de 2008, o marketing direto deverá crescer 3% neste ano e outros 3,5% em 2009", prevê Peter Johnson, vice-presidente da DMA, sustentando que a atividade será uma das principais ferramentas para reavivar a economia norte-americana. O crescimento lento é creditado ao agravamento da crise financeira e ao colapso no crédito hipotecário nos EUA.

Os investimento em marketing direto devem somar US$ 176,9 bilhões em 2008 - ante os US$ 171,7 bilhões efetivados no ano passado. A maior fatia (24,04%) vai para o telemarketing, seguido por malas diretas (19,9%), estratégias online (13,64%), veiculação em TV (12,89%), catálogos (12,01%), jornais (7,35%), revistas (5,05%), rádios (2,59%), encartes (0,53%) e e-mail marketing (0,35%).

Pelas contas da DMA, as vendas totais geradas pelas ações de marketing direto devem somar US$ 1,43 trilhão em 2008 - o que representa 10% do PIB dos Estados Unidos. Segundo a entidade, cada US$ 1 investido no marketing direto gera um retorno médio de US$ 11,63 - o que supera a média da comunicação comercial que é de US$ 8,82.

Entre as ferramentas de marketing direto, o campeão em retorno é o e-mail marketing (US$ 45,06 para cara US$ 1 investido), seguido pelas estratégias online (US$ 19,94), malas diretas (US$ 15,55), veiculação em jornal (US$ 12,77), encartes (US$ 11,63), revistas (US$ 10,10), rádios (US$ 8,60), telemarketing (US$ 8,55), catálogos (US$ 7,28) e veiculação em TV (US$ 6,81).